Grupo amador divide o tempo do trabalho com o dia a dia das filmagens
publicado em 18/03/2013 10:27 - Atualizado em 21/03/2013 07:45 | Samara Ignácio

Amadores em busca do profissional. Amantes do cinema contando a própria história. Assim tem sido formado o grupo de cineastas de Araraquara que em dois anos já está no quarto curta-metragem produzido. O primeiro filme Sartre no Jogo, Pelé no Amor foi apresentado no 23º festival Internacional de Curtas de São Paulo, no ano passado. Mas ainda há muito para crescer. Eles precisam de patrocinadores, mas o que não falta é vontade de fazer.
O novo projeto, Cartas à Antiga, será um romance com cerca de 30 minutos. Apesar de não haver referências a Araraquara, algumas cenas foram gravadas na banheira da Chácara Sapucaia, a Chácara Saffioti, que reúne documentos e peças históricas de Araraquara, além de artesanatos que representam personagens do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, escrito no local. E por mais estranho que pareça, a ideia do roteiro do analista de sistema Marcelo Tanisho, 28, também diretor do filme, surgiu ao ver a saga Crepúsculo. “É uma história clichê, mas vista de uma forma diferente, em cinema mudo, mas em cores, unindo o antigo e o novo”, revela. Para se ter uma ideia da delicadeza da nova história, há cenas e referências a diversos filmes de Charles Chaplin, como Tempos Modernos e O Garoto.  
O grupo nasceu após uma oficina do Serviço Social do Comércio (Sesc). Durante as aulas, em apenas três semanas, os cerca de 20 participantes produziram o curta Sartre no Jogo, Pelé no Amor. O filme conta a história de um casal que viaja para Araraquara, no interior de São Paulo, para assistir à palestra de Jean-Paul Sartre. No mesmo dia, 4 de setembro de 1960, o Santos do jovem Pelé jogaria uma partida contra um dos times mais fortes do interior, a Ferroviária.
 

RIQUEZA DE DETALHES - André Cremonesi, 31, também analista de sistema, foi um dos figurantes do primeiro filme e não participou do curso no Sesc, mas gostou tanto da ideia que resolveu juntar-se ao grupo. No novo projeto, está como produtor. E teve que buscar elementos semelhantes aos filmes de Charles Chaplin.
“Cada cena é muito pensada. Consegui um menino muito semelhante ao ator de O Garoto, personagem de um dos clássicos. Também conseguimos o uniforme de um carteiro, o pessoal dos Correios disse quem nem a Globo utiliza o oficial, apenas camiseta amarela e calça azul, mas a riqueza está nos detalhes”. O cineasta amador também participa como ator.
“Sempre quis aparecer”, brinca.
Sullivan Kazuhiro, 34, também analista de sistema, cuida de registrar os bastidores das gravações.
“O Marcelo sabe muito sobre cinema e o segundo filme prendeu muito a minha atenção, então quis participar. O próximo filme será muito bonito e algo muito diferente, realmente bem elaborado”, finaliza o  também cinéfilo. 

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