USP e funcionários chegam a acordo e aulas devem voltar na 2ª

USP e funcionários chegam a acordo e aulas devem voltar na 2ª

Assembleia dos funcionários ainda precisa decretar o fim da greve; paralisação chegou nesta quarta-feira a 114 dias

Após 114 dias de greve, a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) e os funcionários chegaram a um acordo para encerrar a paralisação. O impasse foi resolvido nesta quarta-feira (17), em audiência na Justiça do Trabalho, e o funcionamento da instituição deve voltar ao normal na segunda-feira (22). Assembleias de docentes e servidores devem decretar até sexta o fim do movimento, um dos mais longos da história da USP.
Os grevistas, que cruzaram os braços contra o congelamento de salários, conseguiram reajuste de 5,2%, que compensa as perdas com a inflação do último ano. As categorias também receberão abono de 28,6 % para cobrir a defasagem salarial desde maio. A reitoria, que apontava a crise financeira como justificativa para negar o aumento, só fez proposta de reajuste neste mês.
A reposição dos dias parados ainda travava o acordo. Pelo acordo firmado no TRT, os funcionários deverão compensar o tempo parado até o fim do ano letivo, em 12 de dezembro, com limite de uma hora além do expediente. O desembargador também recomendou à reitoria pagar o vale-refeição e o vale-transporte referente aos dias parados.
No caso dos professores, a reposição deve ser de todas as classes suspensas durante a paralisação. O calendário dessas aulas será definido por faculdade, após o fim da paralisação. Assembleias. Os funcionários ainda se reúnem na sexta-feira para discutir o acordo. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho, porém, disse que é pequena a chance de continuar com a greve.

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