Sindicatos esperam proposta do Governo do Estado até a tarde desta terça-feira
publicado em 25/03/2014 10:12 | Jayne Coledam / Fernanda Miranda

A greve dos agentes penitenciários do Estado de São Paulo foi suspensa por 48 horas às 21 horas de segunda-feira (24) para abertura de negociação. Os representantes da categoria esperam uma proposta do Governo do Estado até a tarde desta terça-feira (25) para encerrar definitivamente a paralisação. Desde as 10 horas, as partes estão reunidas no Palácio dos Bandeirantes em discussão.
Apenas duas das 18 unidades não aceitaram suspender a greve temporariamente e continuam parados - Capital e Itapetininga.
Em Araraquara, os agentes afirmam que, caso não seja feita nenhuma proposta ainda hoje, todos retomam a paralisação até o final do dia.
Com a suspensão temporária da greve, na manhã de hoje um comboio vindo da Cadeia Pública de São Carlos trouxe à cidade mais 38 detentos, que entraram no Anexo de Detenção Provisória (ADP) sem tumulto ou contratempos.
A greve começou em todo o Estado no dia 10 de março, mas as unidades locais só aderiram ao movimento no dia 13.

Os agentes protestam contra as condições de trabalho, precárias devido à superlotação e à falta de funcionários - as unidades estão com superlotação três vezes acima da capacidade e com déficit de dez mil agentes. Em Araraquara, segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) do dia 06 de março, o ADP tinha 824 presos no espaço destinado a 496 pessoas, enquanto a Penitenciária tinha 1484 detentos onde cabem 1061 homens. Ao todo, o espaço tem um excedente de 751 presos.
A categoria também cobra o cumprimento de correção salarial de 20,64% referente à inflação dos exercícios de 2007 a 2012, instituições do "bico" legal, redução do número de carreiras e pagamento de auxílio-refeição para todos agentes.
Nos locais onde houve adesão, somente três serviços essenciais - alimentação saúde e banho de sol aos presos - são mantidos. Em Araraquara, optou-se por manter também as visitas de finais de semana.
Estão cortadas as remoções e recebimento de novos presos e serviços como os atendimentos de assistentes sociais e psicólogos, entrega de jumbos (encomendas via correios), visita de advogados e atividades de empresas que possuem convênios de trabalho com os presos dentro das unidades.

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