Local que atende animais de rua doentes acaba recebendo cães e gatos adultos e sadios, desprezados pelo donos
publicado em 15/10/2013 14:32 | Samara Ignácio

Matão contabiliza hoje mais de 25 mil gatos e cachorros. O problema é que, parte deles, infelizmente, acaba abandonada por donos inconsequentes, no canil municipal de Matão, que hoje está com cerca de 300 animais. O local, que tem como função receber e tratar filhotes doentes, abrigando-os temporariamente, acaba recebendo animais adultos saudáveis, que são desprezados pelos donos.

No caso dos cães e gatos doentes, o trabalho de encaminhamento é realizado pela prefeitura e por voluntários da entidade Amigos da Mulekada. Já os bichinhos abandonados chegam de todas as partes, levados por moradores de diferentes pontos da cidade; o que é um problema para o canil, que não tem estrutura para tantos animais.

“É importante ressaltar que o canil não é um centro de zoonoses para os animais serem deixados. Aqui eles ficam protegidos até a recuperação, até que sejam adotados. Somos um abrigo provisório e não um depósito de animais”, destaca Maria Aparecida Bellintani, diretora de Meio Ambiente, que administra o canil municipal.

Para reverter este quadro, o objetivo da equipe do canil é realizar a castração de animais; dos 300 que estão lá hoje, mais de 70% já foram castrados. Entre os bairros com maior número de animais abandonados na cidade  estão o Jardim Popular, Retiro, Jardim Itália, Jardim Brasil, Santa Marta e Jardim Paraíso.

Enquanto a equipe de reportagem estava no local, o jardineiro José Roberto Squisatti, 38, chegou com dois filhotes e dois cães adultos. Ele conta que os animais estavam abandonados no Bairro Alto. Na verdade, o jardineiro fez o que não é recomendado pelo canil.

“Se há uma reclamação de abandono, a equipe do canil vai até o local verificar o caso. Os animais não devem ser trazidos para cá. Primeiro é feita uma triagem”, ressalta a coordenadora do canil, que também presta atendimento a animais de famílias de baixa renda, auxiliando com vacinas e medicamentos, quando necessário.

 

Adoção - Os cães e gatos são levados duas vezes por mês para feiras de adoção na cidade montadas geralmente em frente a supermercados ou em eventos promovidos pela prefeitura. Dos 22 animais levados na última feira, 15 foram adotados, a maioria filhotes. Esses animais doados são entregues com vacinação em dia e já castrados. Também é possível visitar o local e escolher um cãozinho. “Infelizmente há casos em que as pessoas adotam e depois querem se desfazer. Abandonam e o animal retorna para nós”, revela.

O canil municipal começou a funcionar em 2005 com o trabalho de voluntários da Associação Protetora dos Animais de Matão (Apam), sempre com a proposta de receber animais doentes. Maria Solange Sola, uma das voluntárias hoje do Amigos da Mulekada, conta que, no início, os animais de rua eram levados para lá para receber os cuidados necessários. “No final de semana fazíamos rodizio para alimentar, dar remédio. Era tudo precário, sem muita estrutura, muitos animais fugiam”, conta. Com o apoio de empresas e da prefeitura foi iniciada a infraestrutura do canil.

Hoje, o local conta com veterinários, estagiários e parceiros. O objetivo é que seja criada uma organização não governamental (ONG) para arrecadar fundos para os gastos maiores. “A prefeitura auxilia com medicamentos, ração, vacinações, mas muitas vezes faltam recursos para a compra de próteses, pinos, no caso de cirurgias ortopédicas”, afirma Solange. Para mais informações (16) 3382-6835 ou 3383-4055.

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