As pipas de Zezinho estão por Araraquara e região e agora começam a ganhar o Rio de Janeiro
publicado em 31/07/2012 13:56 | Andressa Fernandes

José Maia Freitas, de 47 anos, mais conhecido como Zezinho das Pipas, se tornou referência entre os pipeiros da cidade e região. Isso porque ele fabrica e vende pipas para todos os cantos da cidade, além de Matão, Boa Esperança do Sul e Nova Europa. “Em qualquer lugar que você estiver na cidade e perguntar onde comprar uma pipa, as pessoas vão me indicar”, frisa o comerciante.
Ele é dono de uma lanchonete no Jardim do Carmo e, há cinco anos, começou a fazer pipas. “Eu comprava para vender, só que eram de material muito ruim, aí resolvi fazer. Demorei mais ou menos um ano para ficar craque e fazer um trabalho de qualidade. Ia perguntando para a molecada como fazer”, diz. E conseguiu: suas pipas são tão requisitadas que, em períodos de férias escolares, ele chega a vender 10 mil por mês. “Não sei dizer ao certo quantas faço ao longo do ano, mas sei que vendo a quantidade que fizer”, garante.
Cada vez que vai comprar material são sempre cinco mil folhas de seda, 50 caixas de linha e 30 mil varetas. Cerca de um terço das varetas ele faz também. Das dez mil, três mil são comercializadas na lanchonete e o restante ele vende para outros comerciantes. Tanto sucesso chegou aos ouvidos de um lojista do Rio de Janeiro, que já passou a encomendar as pipas para vender na beira da praia.

CASA – A ideia deu tão certo que, com as economias acumuladas com a lanchonete, Zezinho construiu uma casa para sua família, onde também vai montar uma fábrica de pipas e uma loja para comercializá-las.  “O que mais gosto de fazer é vender e trabalhar com crianças, então juntei as duas coisas. Vendo muito porque meu trabalho é todo artesanal e tem qualidade. Um serviço bem-feito, com carinho e honestidade, permite que qualquer pessoa alcance seus objetivos”, completa. Uma pipa normal é vendida por R$ 1,00.
Hoje, todas as pipas são feitas por ele e sua esposa, Cássia Priscila da Silva, de 30 anos. Quando há encomendas grandes, ele acaba pagando para mais uma pessoa ajudar.
Com a fábrica, Zezinho calcula que deverá contratar mais três pessoas. Ele acredita que deve começar com 15 mil pipas por mês. “As crianças são muito mais exigentes que os adultos. Elas vêm aqui e não se conformam quando não tenho o modelo que querem, me trazem desenhos prontos e ficam esperando. A pipa mais vendida é a cruz invertida, que é muito trabalhosa. Levei seis meses para aprender”, revela. E completa: “Não preciso contratar gente para vender para mim. Vendo tudo o que faço. A cada período de férias, as vendas aqui no balcão aumentam 50%”, finaliza. 

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Veja os comentários sobre esta notícia:

Rosangela disse às 03/10/2013 14:19:

Gostaria de revender suas pipas aqui no Rio de Janeiro, me envia as tabelas de preço e a forma de envio. Obrigada.

edson disse às 27/01/2013 11:28:

sou de minas gerais gostaria de saber preco de suas pipas e como enviar para min obrigado