Atirador da USP é condenado

Atirador da USP é condenado

Pena de três anos de reclusão e 10 dias multa foi convertida em prestação de serviços à comunidade

Arma atirador USPO juiz de Direito da 1ª Vara Criminal de São Carlos, Antonio Benedito Morello, condenou o jovem que efetuou disparos dentro do alojamento da Universidade de São Paulo (USP) em agosto ano passado a 3 anos de reclusão e o pagamento de dez dias multa. A sentença é de junho.
A pena de restrição e liberdade, no entanto, foi convertida a duas penas restritivas de direito, transformando o mesmo período em prestação de serviços à comunidade. Por ser primário, ele cumprirá a pena no regime aberto. Ele foi condenado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A informação da condenação foi passada pelo jovem, que acusa seus colegas de tentarem estupra-lo em um trote de recepção. Ele também encaminhou um texto com sua versão da condenação.
“Não sei o que se espera destas punições visto que, fiz o possível para que tal fato não ocorresse, o intuito do Estado em aplicar estas punições é meramente vingativo, pois, não tive culpa do que ocorreu, só agi conforme e muito aquém do que a situação mandou, fiz o possível para que não chegássemos ao ponto que chegou, e procurei ajuda da Justiça e de pessoas que teriam como atribuição intervir no conflito. Eu sempre fui um cidadão reservado, sempre fiquei no meu canto não facilitei e nem dei motivo para tal fato ter acontecido, sempre fui concentrado e dedicado às minhas atividades, e não ficava arrumando encrencas desnecessárias, portanto, esta punição que estou recebendo, daí achar que é “meramente vingativa” pois só fará só trará mais indignação, e força a depreciação do meu caráter e moral. As coisas estavam em paz, não pedi para que mexessem comigo. Meu objetivo ao vir para São Carlos não era arrumar encrencas, meu foco era estudar. Acredito que a Justiça está trabalhando num caminho contrário ao que deveria trabalhar e, é por estas e outras que o mundo não vive em paz. Não sei o que o Estado espera aplicando estas punições.
Farei o possível para que os acontecimentos relacionados à USP não interfiram na minha conduta daqui para frente, como já disse, eu era um Cidadão consciente, responsável, educado, e sempre desejei o melhor para a comunidade, e farei o possível para continuar assim. Finalmente, ficam desmentidas as acusações de que eu teria invadido o alojamento para matar os Estudantes. Fico de coração partido em ter que ir embora de São Carlos, pois eu amava a Cidade.”
USP – Em contato com a assessoria de imprensa da USP São Carlos para saber o andamento do processo administrativo, o portal k3 foi informado de que a universidade não vai se pronunciar porque ele continua aberto.

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