Juiza alegou que casal colabora e não prejudica as investigações
publicado em 07/11/2013 19:33 | colaboração EPTV Ribeirão

A Justiça negou na tarde desta quinta-feira (7) o pedido de prisão temporária da mãe e do padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, desaparecido desde a madrugada de terça-feira (5) em Ribeirão Preto (SP). O despacho é assinado pela juíza da 2ª Vara Criminal de Ribeirão, Isabel Cristina Alonso dos Santos, que alegou que o casal colabora com as investigações e que não oferece risco de fuga. Guilherme Longo e Natália Ponte prestam novos depoimentos na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade.

Ainda na manhã desta quinta, duas equipes do Corpo de Bombeiros retomaram as buscas pelo menino no Rio Pardo. O local foi escolhido porque as buscas realizadas na tarde de quarta-feira (6), com ajuda de um cão farejador da Polícia Militar, indicaram que Joaquim e o padrasto seguiram juntos até o córrego Tanquinho, próximo à casa da família e que desemboca no Rio Pardo.

O  promotor de Justiça Marcus Túlio Alves Nicolino, afirmou que a juíza interpretou que a liberdade dos suspeitos não prejudica as investigações. O indeferimento foi confirmado às 16h. “Ela entendeu diversamente do que o delegado que essas pessoas soltas, além de não prejudicarem as investigações, estariam colaborando”, afirmou Nicolino.

A decisão contraria a argumentação apresentada anteriormente pela DIG e do próprio promotor de que a prisão de ambos era necessária para que nenhuma evidência do sumiço fosse comprometida. “Não existe até agora nenhum indício, nenhum elemento indicando que outras pessoas tenham participado do sumiço dessa criança. Nós defendemos a prisão temporária para que haja melhor apuração dos fatos, para que provas não sejam deturpadas, para que cenários não sejam deturpados”, disse Nicolino.

O delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Martins de Castro, afirmou que independente da negativa as investigações vão continuar. Na quarta-feira (6), Castro disse que solicitou a prisão do casal porque ainda havia contradições nos depoimentos da mãe e do padrasto, os últimos a terem contato com a criança, na noite de segunda-feira (4).

Sem passar detalhes das investigações, Castro confirmou que analisa imagens gravadas por uma câmera de segurança nas proximidades da casa da família, que podem fornecer mais informações sobre o caso. Segundo o delegado, as evidências contidas no vídeo serão confrontadas com os depoimentos do casal.

Depoimento do pai

Após prestar depoimento na DIG na manhã desta quinta-feira, o pai do garoto, o produtor de eventos Arthur Paes, afirmou que não sabe detalhes sobre o trabalho da polícia. “Não entendo muito bem, mas me falaram que a prisão seria boa para a investigação. Não sei porque ela [a juíza] negou [o pedido de prisão temporária], mas espero que tudo acabe bem”, comentou.

Paes voltou a afirmar que durante as visitas quinzenais que fazia ao filho, nunca recebeu reclamações sobre os cuidados que Joaquim recebia da mãe e do padrasto. 

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Veja os comentários sobre esta notícia:

rose disse às 08/11/2013 16:23:

Aí tem!