Iesa entra com pedido de recuperação judicial

Iesa entra com pedido de recuperação judicial

Empresa alega agravamento da situação de crise econômico-financeira da companhia; pelo menos 500 já foram demitidos

Unidade da Iesa Araraquara

Unidade da Iesa Araraquara

Após demitir 500 funcionários desde janeiro deste ano, a Iesa/Inepar entrou com pedido de recuperação judicial  na Comarca de Araraquara, na última sexta-feira (29), na Comarca de Araraquara. A decisão atinge todas as empresas do grupo, entre elas a IESA Projeto, instalada na cidade, além da Inepar Indústria e Construções, Inepar Equipamentos e Montagens, Inepar Telecomunicações, Inepar Administração e Participações, IESA Óleo e Gás, IESA Transportes, Sadefem Equipamentos e Montagens e TT Brasil Estruturas Metálicas.
Paulo Sérgio Frigere, tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Araraquara e Américo Brasiliense, disse que 160 ex-funcionários brigam na Justiça para receber o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) atrasado e que a empresa não está atendendo o requisito da negociação com o sindicato em se tratando de demissão em massa.Para Frigere, o problema é má gestão da empresa.
Na segunda-feira (01), a Iesa divulgou nota a respeito do pedido de recuperação judicial. “A despeito dos esforços da administração junto a credores, clientes e potenciais investidores, o pedido de recuperação judicial mostrou-se inevitável diante do agravamento da situação de crise econômico-financeira da companhia. A medida visa a proteger o valor dos ativos dessas sociedades, atender de forma organizada e racional aos interesses da coletividade de seus credores, na medida dos recursos disponíveis e, principalmente, manter a continuidade de suas atividades.”

Concordata x recuperação judicial – Ao contrário do que foi divulgado anteriormente, não se trata de concordata. Concordata era um termo que existia no Brasil até 2005 e servia como um instrumento para evitar a falência. Mas por conta da lei que regulamentava a concordata, que impunha certos pagamentos e prazos, a medida acabava levando as empresas concordatárias à falência. Desde então, a concordata foi substituída por outro instrumento, chamado de recuperação judicial, cujo o objeto é evitar a falência  da empresa. A recuperação judicial, diferente da concordata, é muito mais flexível, deixando a cargo do administrador judicial (pessoa que passa a fiscalizar a empresa em dificuldades em nome da justiça) e do comitê de credores (que representa aquelas pessoas afetadas diretamente pelas dificuldades da empresa: credores e empregados) a formulação e aprovação de um plano de recuperação judicial.

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