Algumas concessionárias emitem boletos que podem ser pagos posteriormente
publicado em 09/08/2012 11:17 - Atualizado em 17/08/2012 16:11 | Fernanda Andrade

Durante a viagem você tem um imprevisto e fica sem dinheiro para pagar o pedágio e seguir viagem até seu destino. Diante dessa situação surge a dúvida: o que fazer?
Segundo a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado (Artesp), algumas concessionárias emitem boletos bancários com o valor da tarifa para ser pago posteriormente. 
O procedimento, no entanto, é burocrático. É preciso passar por uma avaliação do responsável pela praça de pedágio para a liberação do boleto, já que as tarifas de pedágio podem ser pagas por meio de dinheiro, Vale Pedágio (lei federal para caminhões) e o sistema automático Sem Parar.
A concessionária Triângulo do sol, que administra as Rodovias Washigton Luíz (SP-310)de São Carlos a Mirassol,Brigadeiro Faria Lima (SP- 326), de Matão a Bebedouro e Carlos Tonani, Nemésio Cadetti, Laurentino Mascari (SP- 333) de Bebedouro a Sertãozinho, diz que o usuário que chegar à praça de pedágio sem recursos para o pagamento da tarifa, a Concessionária, com aprovação da Polícia Militar Rodoviária, oferece a opção de retorno para que o motorista busque os recursos na cidade mais próxima.
Caso contrário, a evasão de pedágio é certificada pela Polícia Rodoviária com registro em Boletim de Ocorrência e a evasão de pedágio é caracterizada como infração de trânsito, com multa e pontuação na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
O grupo Ecovias, que administra o Complexo Imigrantes (SP-160),  também confirma que disponibiliza várias formas oficiais de pagamento, até mesmo cheque no valor exato da tarifa mediante consulta ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).
Em alguns casos, a concessionária se reserva o direito de abrir exceções, permitindo que o usuário siga viagem após a impressão de um boleto bancário para pagamento posterior. O procedimento é adotado mediante análise e avaliação do responsável pela praça de pedágio e é liberado após o preenchimento de formulário próprio e consulta ao CPF do usuário.
Como se trata de um procedimento que foge à rotina de trabalho da equipe da arrecadação, a geração do boleto não ocorre de maneira automática e o tempo estimado pode variar de acordo com a situação.
O pagamento do boleto deve ser feito em até 72 horas. Depois disso, será feito um protesto do título.
 

 

 

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Veja os comentários sobre esta notícia:

JR disse às 29/08/2012 21:15:

Caro Osvaldo, a realidade é que os pedágios não cerceiam o direito de ir e vir, pois teoricamente pode-se atravessá-lo gratuitamente estando a pé, de bicicleta ou veículo de propulsão animal. Conduzindo veículo automotor é obrigatório o seu pagamento, pois para guiá-los é necessário uma permissão, portanto, dirigir não é um direito e sim um privilégio (por isso pode-se perdê-lo em alguns casos).Esta máxima é pregada exaustivamente fora do país, porém ainda não faz parte da consciência nacional.Mas não deixa de ser uma roubalheira diante dos impostos que já pagamos com a finalidade de conservar o sistema viário.

osvaldo disse às 26/08/2012 15:53:

esse pedágio vai contra a lei do direito de IR e VIR , que consta no Constituição Brasileira, então eu não entendo o porque nós somos onrigados a pagar para poder IR e VIR, gostaria que vocês do Portal K3 entrassem em contato com alguém que conheça os direitos das pessoas, acredito eu que um juiz, promotor de justiça ou advogado especializado na área falasse a respeito e também faz uns 3 anos, uma pessoa no Rio Grande do Sul, conseguiu o direito de não pagar pedágio em nenhum lugar do Brasil. Por favor façam uma reportagem sobre se realmente existe esse direito . Sem mais Osvaldo

Jr disse às 17/08/2012 17:30:

Evasão de pedágio pode até ser infração de transito, mas, quem vai emitir a autuação ao infrator? A não ser que no local esteja uma agente da PR para atestar e emitir, nada pode ser feito pelos agentes da concessionária. Pode-se evitar o pagamento do pedágio se aproximando do veículo da frente, e saindo em seguida, principalmente atrás de caminhões e ônibus no sem parar. Acredito que é a melhor solução para quem está desprovido de recursos para alimentar tal robalheira, e ainda não quer aguardar a "caridade" e "boa vontade" das concessionaria em liberar a passagem.